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Após o fim da Copa, empresas precisam reconquistar o consumidor, alerta Ricardo Nunes

admin, 13 de julho de 2026

Empresário afirma que marcas que dependem apenas de grandes eventos desperdiçam a oportunidade de construir relacionamento duradouro e competitividade

O encerramento da Copa do Mundo marca também o fim de um dos períodos de maior aquecimento do consumo no país. Mas, segundo o empresário Ricardo Nunes, fundador da Ricardo Eletro e do Grupo R1, o verdadeiro desafio para empresas e varejistas começa justamente quando os holofotes se apagam.

Em análise sobre o comportamento do mercado após grandes eventos, Nunes afirma que o aumento nas vendas impulsionado pela emoção tem prazo de validade, enquanto a preferência do consumidor depende cada vez mais da experiência oferecida pelas marcas.

“A Copa termina. A relação com o consumidor, não. Muitas empresas comemoram os resultados obtidos durante grandes eventos, mas esquecem que o consumidor continuará avaliando atendimento, entrega, preço, reputação e experiência muito depois do último jogo. É nesse momento que se constrói fidelidade de verdade.”, afirma Ricardo Nunes.

Segundo o empresário, o consumidor atual tornou-se muito mais criterioso e menos fiel por hábito. Antes de comprar, compara preços, pesquisa reputação, acompanha avaliações e muda rapidamente de fornecedor diante de uma experiência negativa.

Para ele, empresas que estruturam sua estratégia apenas em torno de datas sazonais ou grandes eventos esportivos correm um risco crescente.

“Nenhuma empresa controla o resultado de uma partida ou o impacto emocional de um campeonato. O que ela controla é a qualidade da experiência que entrega todos os dias. As organizações mais competitivas usam esses eventos para fortalecer sua marca, e não para depender deles.”

Ricardo Nunes destaca que fatores como inteligência artificial, personalização, análise de dados e novas jornadas digitais aceleraram profundamente a transformação do comportamento do consumidor.

Na avaliação do empresário, o diferencial competitivo deixou de estar apenas em campanhas criativas e passou a depender da capacidade permanente de adaptação das empresas.

“A preferência do consumidor não nasce de uma campanha. Ela é construída diariamente, no atendimento, na logística, no pós-venda e, principalmente, na capacidade de cumprir aquilo que a marca promete. Experiência virou estratégia de negócios.”

Para Nunes, as empresas que continuarão crescendo nos próximos anos serão aquelas capazes de transformar cada interação em um ativo de confiança.

“Quem espera apenas a próxima grande oportunidade para vender provavelmente chegará atrasado. Os grandes vencedores do mercado são aqueles que permanecem relevantes quando o evento termina e o consumidor volta à rotina.”

Especialista em empreendedorismo, varejo e gestão comercial, Ricardo Nunes acredita que o fim da Copa deixa uma reflexão importante para o mercado brasileiro: eventos passam, mas o consumidor permanece e conquistar sua preferência continua sendo o ativo mais valioso de qualquer empresa.

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